Do lado de fora
Lá fora as pessoas agarram-se
Lá fora tudo tem vida
Lá fora corro como um rio
Através da vitrine olho
Fragmentos de cor e calor atravessam a barreira
Aqui... nada entra, nada sai
O vidro que nos separa é à prova de sentir
Olhos, braços, lábios
Envolvo a alma em seda, na esperança que se torne a elevar
Flutuações externas do que é e não quer ser
Este texto que surge da quimera das palavras e que nos transporta para lá do infinito
Altos e baixos
Sentir, não sentir
Ser....
Lá fora tudo tem vida
Lá fora corro como um rio
Através da vitrine olho
Fragmentos de cor e calor atravessam a barreira
Aqui... nada entra, nada sai
O vidro que nos separa é à prova de sentir
Olhos, braços, lábios
Envolvo a alma em seda, na esperança que se torne a elevar
Flutuações externas do que é e não quer ser
Este texto que surge da quimera das palavras e que nos transporta para lá do infinito
Altos e baixos
Sentir, não sentir
Ser....




3 Comments:
Vida sentida nos carrinhos da montanha russa.(A grande escalada que anuncia a tão cobiçada descida.)
Enquanto subimos, esquecemo-nos de olhar em redor, poupamos e conservamos todos nossos sentidos para o que está para vir, para o Excitante...
Tanto entusiasmo! Tanta euforia! Ai a adrenalina!!!
O quanto capazes somos de Nos sentir!!
(Nem nos lembramos de contemplar a subida, aliás, essa nem é vivida. Essa só existe para se poder alcançar o que dela advém...)
Chegamos ao topo e....ZÁSSS!
Uhh! Uhhh!!!
Como é perigoso, e quão é delicioso!
Do cérebro chispam faúlhas, fazem escala pela espinha, e rematam no estomâgo...eh eh!!!
Éfemera e peculiar forma esta de Nos SENTIR...Aquela lufada, tanto ansiada e há tanto adormecida se alastra...E todavia, como lufada,
desaparece. E andamos nisto...
Embrulhados neste ocioso ciclo,permanentemente subimos para depois poder descer.
Anseamos a descida, escalamos alto...para acabar num disfrute niilista...mas sem dúvida, necessário.
Não sei porquê, o teu texto fez-me lembrar toda aquela panóplia de sensações fugazes que nos percorre o corpo enquanto andamos na montanha russa.
P.S. Aquilo que escrevi já deve estar um tanto ou quanto contaminado com malte...eh eh
Esquece! Isto já são os efeitos da gripe das aves :/
Por vezes o malte trás com ele a inspiração que outrora adormeceu :) Pena não teres estado comigo a noite passada...
Beijos Lunares
E quantas montanhas, quantos mais vidros, que pele virá para subir comigo nos carrinhos...os vidros serão sempre frios?
No leito da vida, corre o sangue inquieto por dentro, corre a vida quieta lá fora e por vezes ficamos cegos de morte e esquecemos que há sangue aqui dentro e revoltamo-nos por parecer não haver sangue do lado de fora.
Enviar um comentário
<< Home