BeijoMortal
Simples personagens de um livro encantado
Um livro chamado Vida
Todos nós pisamos o palco dos sonhos e das emoções
Vestimos várias personagens e divagamos na bruma
Hoje colocamos a máscara do amor amanhã a máscara do ódio
Mas a máscara mais utilizada é da apatia
Meros fantoches comandados pelo sistema
Rebanhos que se atropelam constantemente sem saberem para onde vão
Os olhares fixos no horizonte do Nada
Arte! Vida! Criatividade!
Acordem e libertem-se!
Os seres humanos transformam-se em gado
Há que agir... há que criar!
Todos se afundam na vida que criaram e na personagem que interpretam
A vida... a vida é muito mais que máscaras e sonhos
A vida é real!
Acordem!!!!!
Pisem o palco dos sonhos e dos desejos...




5 Comments:
To be, or not to be:
that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
Este excerto de Hamlet é das coisas que ao longo dos anos mais me tem dado que pensar. Qual a decisão mais acertada: o pensar ou o agir... o aprender ou o fazer... qual o equilíbrio que se deve procurar entre o meditar e o executar.
Podia estar eternamente a contemplar as inumeras coisas que me fascinam e ter imenso prazer nisso mas uma parte importante penso que é o parar para também fazer qualquer coisa.
No entanto... Obviamente que a necessidade de que o "manifesto" da Joana faal também eu já a senti muitas vezes... Aquela vontade de fazer coisas, de acontecer. Mas também sou uma pessoa muito contida, e nos tempos que correm acho que ainda tenho muito que aprender antes de poder "fazer" o que realmente tracei como objectivo para mim.
Acho que me identifico mais com a via do budismo que diz que se deve procurar a iluminação e só depois a transmitir ás outras pessoas, ao contrário daquela que diz que a procura deve ser feita em conjunto. Não tem nada a ver com "mascaras" ou teatro, apenas com uma forma de encarar a vida e de procurar um mundo melhor. E muito menos ainda tem a ver com um "andar a dormir." Esta forma de pensar tem resultado muito bem comigo, e acho que tenho conseguido fazer coisas muito interessante exactamente porque encontrei um bom equilibrio entre o aprender/meditar e o fazer. Ahh, e outra coisa importante... ha que saber terminar sempre o que se começa, abandonar projectos não é nada bom. Mesmo quando se sente um impulso forte de criar coisas novas, há que levar as outras até ao fim.
Também não sou tão pessimista de achar que a sociedade se transformou num enorme pasto onde as gado rumina o seu dia-a-dia (embora admita que faço uma selecção bastante criteriosa das pessoas com quem me relaciono lol. provavelmente não tenho uma amostra representativa do real). Antes pelo contrário, cada vez há mais pessoas interessantes e cada vez se sente mais um avanço rápido em relação a todos os aspectos do desenvolvimento da espécie humana. Os gritos á "arte! vida! criatividade" acho que fazem parte de ser jovem, e mais importante que os fazer acho que é ter a força de os seguir, de lhes dar continuidade de uma forma persistente e responsável.
Onde vais estar daqui a uns anos Joana. Ainda a apregoar gritos de libertação? Ou vais ter experiências para partilhar e uma marca tua no mundo de que te orgulhes? Sugiro que começes já a dedicar-te a 100% a isto. E aceita um conselho de quem já pensou muito no assunto, ha uma altura própria para sonhar e outra para fazer.
--b
Em resposta ao teu comentário (que achei muito realista) digo que sim, não quero apenas chamar a atenção do que acho estar errado e não quero ver a vida de uma forma pessimista sem criar e só criticar. O meu objectivo é, para além de criticar, construir também e de uma forma que me seja possivel sentir esse equilibrio pelo qual tanto anseio. Estou-me a reencontrar passado 3 anos de estagnação e introspecção. Finalmente estou-me a libertar e daqui a uns anos quero poder olhar para trás e ver que caminhei no sentido certo e que muitos dos objectivos a que me propus foram concretizados por mim. Existe sim um tempo para pensar (que será em principio a adolescência) e um tempo para agir. Para além de escrever o que me vai na alma também estou a dar os primeiros passos para começar a pôr em prática tudo aquilo porque anseio e que dará o esperado equilibrio.
Tenho muitos sonhos e esperanças de poder construir um mundo melhor à minha volta e aprender cada dia mais com tudo o que a vida me pode dar e tudo o que posso dar em troca.
Obrigada pelo teu comentário e pelas tuas palavras que demonstram um grande optimismo.
Espero também que consigas obter tudo o que pretendes da vida.
Kiss Kiss
Em 86 escrevi este poema para um tema da Negra Troop. Chamava-se 'No Labirinto':
- Onde está a saída?!?
Perguntam os corpos banais
que vagueiam por entre paredes mortais
sem espelhos no escuro
Pálidos cor de neve
cinzentos cinza os olhos
faces alucinadas os ossos sobem
e descem escadas e degraus
escadas e degraus
escadas e degraus
escadas...
Mórbidos vultos outros excitados
alucinados embriagados
e alguns convencidos da razão
onde não há razão!
Paredes paredes e corredores
e corpos que simulam a procura
dos passos escapam lamentos
nos olhos rebentam tormentos
condenam à loucura
Passo a passo
rastejo a rastejo
os corpos caiem
lamúria bocejo...
parabéns p'lo blog bjs zd
Obrigada meu amigo :)
Adorei o teu poema e quero-te pedir uma coisa...
Lembraste daquele poema que o Teatro do Mar usou numa peça e que eu adorava? Aquele que começava assim:
Era uma vez um país na ponta do fim do mundo...
Pois é, eu adoro este poema e não me lembro de quem é... Assim que puderes diz-me please :)
Jokas!
Esse poema faz parte d' "o tempo da lenda das amendoeiras", um rimance do José Carlos Ary dos Santos. Curiosamente foi o primeiro trabalho que fiz com o Teatro do Mar musicando e interpretando alguns dos seus momentos. Uma vez em que houver oportunidade poderei mostrar-te. bjs zd
Enviar um comentário
<< Home